World Fashion edição 159

18 a 20 de junho Segunda a Quarta-feira São Paulo Expo 18 e 19.06 | 10h às 20h 20.06 | 10h às 1 6h Nos horários: Evento exclusivo para profissionais do setor Patrocínio Gold Patrocínio Silver newstage@newstage.com.br | 55 11 3368-4939 Realização M A R K E T I N G E V A R E J O BITCOIN E BLOCKCHAIN Uso crescente, o Bitcoin é uma revolução que já começou com as quase infinitas possibilidades do uso da infor- mática. Há mais de 1.500 criptomoedas em uso, conforme Coin Market Cap, site que acompanha esse mercado. Objeto de estudos governamentais, o Bitcoin é alvo de interesse do mercado, ainda sem regras legais definidas. Blockchain é plataforma aberta que funciona como um livro digital de re- gistros. Todas as transações feitas com base nessa tecnologia são proces- sadas em uma rede global de compu- tadores e registradas em blocos. É uma vasta cadeia de informática que ca- taloga, autentica e possibilita transferên- cias de valores sem intermediários, quase imune a fraudes... OBlockchainpossibilita o manejo imenso de novos ativos: a pró- pria criptomoedas, transações bancárias, diamantes, ações, milhagens de compa- nhia aérea, só para citar alguns exemplos. No Brasil já há testes conduzidos pela Fe- deração de Bancos (Febraban). A ameaça é que esse sistema descentralizado esta- rá isento de pagar impostos, podendo ser manejado para lavagem de dinheiro. Mercado ilícito de vestuário: já ul- trapassa R$ 500 milhões. Além da con- corrência desleal, há o prejuízo não cal- culado com a desvalorização da marca copiada, conformeAnuário 2017 da Fiesp. 62%dos entrevistados emestudo do Ins- tituto de Pesquisas Econômicas Aplicada (IPEA) compram roupas falsificadas. CONCLUSÕES PARAOVAREJO Cenário: “previsivelmente imprevisí- vel”, com incertezas políticas, Copa do Mundo, eleições, prisões de políticos, participação da sociedade em manifes- tações, violência crescente. Personalização: marcas e varejistas precisam de infraestruturas móveis para facilitar o processo também pelo efeito multicanal (omnichannel) procurar e comprar em qualquer lugar. Plataformas: crescente domínio das pla- taformas online será uma das tendências disruptivasda indústriadamodaem2018. Varejo 4.0: desafio que a revolução di- gital apresenta; disruptura com os pa- drões para consumo usados até agora; disruptura para ações inovadoras que a tecnologia permite e, ao permitir, obriga ao uso. Ganham importância as variá- veis intangíveis, como marca, valores, causas, experiência de compra. Se versus Como: A questão para marcas de moda não é mais “se”, mas “como” colaborar com grandes plata- formas online. Oportunidade ou Ameaça: O Block- chain apresenta possibilidade de impor- tação e exportação em transações di- retas sem intermediários de produtos e pagos com criptomoedas. Cada umdeve analisar se é oportunidade ou ameaça. A segunda: informem-se. Leiam. Con- tratem profissionais que auxiliem. Identifique quais são suas dores/ne- cessidades e procure a melhor solução tecnológica para elas. Uma que caiba no seu bolso. Há várias startups/soluções interessantes e acessíveis”. O Smartphone: Mais que a nova ge- ração do celular, o smartphone é o grande instrumento de uso da tecno- logia para o varejo de moda. Na média, os usuários possuem cer- ca de 80 aplicativos no celular, mas usam apenas metade disso. Tecnologias: RFID, chatbots, Internet das Coisas (IOT), Assistentes Pessoais embutidos em smartphones contribuem para tornar a experiência de compra de- sassistida (auto checkout) mais rápida, fluida e anônima. A Realidade Virtual (VR, em inglês) e a Realidade Aumentada (AR, em inglês) prometem ser as tecnolo- gias mais eficientes para fazer a compra. Inteligência Artificial (IA) é real: Os chatbots , muitas vezes do Facebook, fo- rama tecnologia de IAmais popular junto dos varejistas. Algumas marcas também implantaram bate-papos alimentados com IA, com o objetivo de melhorar o re- lacionamento com seus clientes. Wearables é a palavra que resume o conceito de “tecnologia vestível”, englobando roupas e acessórios high tech que podemser utilizados no dia a dia. é preciso enxergar nessas mudanças novas oportunidades de negócios que se avizinham. Tudo isso levando em conta gestão do próprio negócio, ges- tão de pessoas, e variáveis como notí- cias e até mesmo as fake news. NOVOS PARADIGMAS Como conviver com tudo isso? A pri- meira exigência é adotar o que os ino- vadores chamam de Mindset ou Ati- tude para incorporar a tecnologia. Não apenas instalar equipamentos e aplicativos. É preciso incorporar o que a tecnologia nos impõe. Vejamos algumas das inovações já dispo- nibilizadasparaousodos lojistasdemoda. Revolução Digital: é o ambiente princi- pal de onde sai todo o conteúdo de tec- nologia atual. Sobre isso, Igor Paparoto consultor de varejo, moda & life style e tecnologia, presidentedoComitêdeTI da Abiesv e sócio-diretor da PMVarejo, ob- serva: “ A revolução digital traz uma situação dramática para pessoas físicas e jurídicas: a disruptura. Somos obrigados a incorporar novos hábitos, abandonando aqueles a que estamos acostumados ”. Paparoto ressal- ta que o mercado espera novas atitudes das marcas e lojas. “ O risco de ignorar ou combatê-la é ser ultrapassado – em negócio isso se chama falência ”. Sobre isso, segun- do o consultor, há duas recomendações fundamentais: “A revolução digital não é modismo. É estilo de vida. Basta olharmos para as crianças de cinco anos e jovens de 20. Tudo pelo celular. 27 159

RkJQdWJsaXNoZXIy NDgyMzI=