PANORAMA ECONÔMICO DO SETOR TECELAGEM E CONFECÇÃO (T&C)

worldfashion • 23/07/26, 16:05

Foram apresentados pelo Haroldo da Silva - Economista do Sinditêxtil-SP um panorama detalhado do desempenho do setor (T&C), no comércio exterior, na relação com os Estados Unidos, sobre arrecadação do ICMS, competitividade e incentivos fiscais, e alguns fatores que contribuem para a queda da produção em São Paulo e no Brasil.

1 PERFIL E DADOS GERAIS DO SETOR

• O setor T&C emprega 342.000 pessoas diretamente, com faturamento de 61,5 bilhões e 6,5 mil indústrias.

• São Paulo representa 27,8 % do faturamento nacional do setor.

• Em 2024 as exportações somaram US$ 368 milhões e as importações US$ 1,1 bilhão (sem fibra de algodão)

2 DESEMPENHO RECENTE (2025-2026)

• Varejo de vestuário cresceu 0,1% no Brasil e 9% em São Paulo (jan-mai‘26 vs jan-mai‘25)

• Produção têxtil caiu 3,2% no Brasil e 1,4% em São Paulo.

• Produção de vestuário caiu 5,8% no Brasil e 8,3% em São Paulo ( jan-mai’26)

• Importações de vestuário cresceram 54,1% no Brasil e 30,3% em São Paulo.

• Exportações caíram 3,9% no Brasil e 17,1% em São Paulo.

3 COMÉRCIO EXTERIOR

• São Paulo é o principal exportador e segundo maior importador de T&C do país

• Principais produtos exportados: tecidos, confecções, fibras têxteis e fios.

• Principais produtos importados: confecções, filamentos, tecidos e fibras têxteis.

• A balança comercial do setor é deficitária, com aumento das importações e queda das exportações em 2026.

4 RELAÇÃO COM OS ESTADOS UNIDOS

• Em 2025, São Paulo exportou US$ 34,7 milhões em T&C para os Estados Unidos, principalmente vestuário e tecidos técnicos.

• Importou US$ 96,5 milhões com destaques para pastas, filtros e filamentos de poliamida.

• O uso da Seção 301 pelos Estados Unidos pode impactar negativamente as exportações brasileiras.

• Isso aumenta a necessidade de diversificação de mercados e fortalecimento da competitividade do setor em São Paulo.

5 ARRECADAÇÃO DO ICMS

• Arrecadação total do ICMS paulista cresceu de R$ 70,4 bi (2023) para R$ 82,3 bi (2025)

• No setor T&C a arrecadação ficou estável em torno de R$ 1,65 bi (2023 - 2025) com leve queda em 2026

6 COMPETITIVIDADE E INCENTIVOS FISCAIS

• O setor paulista perdeu participação nacional entre 2007 e 2017 mas recuperou parte após incentivos fiscais a partir de 2017

• Emprego: de 30,1% (2007) para 25,9% (2017) subindo para 28,3% (2023)

• Faturamento: de 42,1% (2007) para 29,1% (2017) subindo para 33,2% (2023)

• PIB setorial: 40,7% (2007) para 27,2% (2017) subindo para 30 % (2023)

• O incentivo do crédito presumido de ICMS foi fundamental para reverter perdas e manter a competitividade frente a outros estados especialmente Santa Catarina

• A descontinuidade do incentivo representa risco para, a manutenção do setor em São Paulo

O documento reforça a importância dos incentivos fiscais para a competitividade do setor têxtil paulista e alerta para os desafios externos e internos que podem impactar seu desempenho.

Os fatos que contribuíram para a queda na produção de vestuário no Brasil e em São Paulo em 2026.

1   AUMENTO DAS IMPORTAÇÕES

• As importações de vestuário cresceram 54,1% no Brasil e 30,3% em São Paulo (Jan-Jun/26 vs Jan-Jun/25), pressionando a produção nacional devido à concorrência de produtos estrangeiros, especialmente asiáticos, com custos mais baixos.

2   COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DESIGUAL

• O Setor Nacional enfrenta concorrentes asiáticos (China e Índia) que operam com escala produtiva muito superior, crédito subsidiado, exigências regulatórias menos rigorosas e incentivos governamentais, o que torna difícil competir em termos de preços e volumes.

3   REDUÇÃO DE PRODUÇÕES COMERCIAIS

• A redução de taxas sobre importações (como as “ taxas das blusinhas”) diminui a proteção ao produto nacional, ampliando a entrada de itens importados e afetando negativamente a produção local.

4   CUSTOS DE PRODUÇÃO ELEVADOS

• O setor sofre com o chamado “ Custo Brasil”: altos tributos, energia cara, logística insuficiente e burocracia, o que encarece a produção nacional frente aos importados.

5   ASSIMETRIAS TRIBUTÁRIAS E GUERRA FISCAL

• Persistem diferenças tributárias entre estados brasileiros, e as incertezas sobre a continuidade de incentivos fiscais (como o crédito presumido do ICMS em São Paulo) geram insegurança e podem reduzir a competitividade da indústria local.

6   COMÉRCIO ILEGAL E SONEGAÇÃO

• O comércio ilegal e a sonegação fiscal aumentam a concorrência desleal, prejudicando empresas formais e reduzindo a produção regularizada.

Esses fatores combinados, resultaram em queda de 5,8% na produção de vestuário no Brasil e de 8,3% em São Paulo no período analisado.

Concluindo, o incentivo do crédito presumido de ICMS foi e tem sido fundamental para recuperar a competitividade do setor têxtil paulista frente à Guerra Fiscal entre estados. Esse mecanismo permitiu maior equidade tributária em relação a outros estados, resultando na retomada do crescimento do faturamento do PIB setorial e do emprego em São Paulo após 2017.

A descontinuidade de incentivo representa risco imediato de perda de competitividade, podendo comprometer a manutenção do setor no estado. Portanto, a manutenção de política de incentivo é considerada essencial para preservar a produção, o emprego e a participação paulista no setor têxtil nacional.

da redação

UNIFORMES E MODA PROMOCIONAL

worldfashion • 20/07/26, 14:55

O Grupo Malwee, referência global em moda sustentável, anuncia a criação da Malwee Pro, nova frente de negócios dedicada ao vestuário corporativo, uniformes e moda promocional para empresas. A iniciativa nasce da combinação entre a tradição têxtil do grupo - quase seis décadas de atuação e uma das maiores estruturas industriais da América Latina - e uma demanda de mercado que a companhia avalia como pouco explorada: uniformes com mais qualidade, conforto e atributos de sustentabilidade.

A nova operação em modelo B2B, vai além da produção das peças, que atendem empresas, escolas e organizações que precisam de vestuário corporativo como peças para campanhas, ativações e eventos.

A Malwee Pro atua do briefing à entrega final, em cinco etapas: entendimento da necessidade do cliente, desenvolvimento da solução, definição de produto e personalização, produção com controle de qualidade e,

por fim, logística e entrega.

O portfólio é concentrado em malha e moletom, do público infantil ao adulto, com opções de personalização como estampas, aplicações, bordados, acabamentos especiais, golas diferenciadas e embalagens. As peças também podem incorporar tecnologias como proteção UV, ação antimicrobiana, controle de odor, conforto térmico, repelência a líquidos, efeito antiamassado e acabamento antiviral, além de matérias-primas de menor impacto ambiental.

“O Grupo Malwee sempre foi reconhecido pela qualidade de suas malhas e pelo conforto de suas peças. Com a Malwee Pro, queremos levar essa mesma experiência para o mercado corporativo, oferecendo soluções que atendam às necessidades de cada empresa sem abrir mão da durabilidade, do conforto e do compromisso com a sustentabilidade. É uma evolução natural da marca, que passa a colocar toda a sua capacidade produtiva e seu conhecimento têxtil a serviço desse segmento”, afirma Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee.

O lançamento chega em um momento de recuperação do varejo de vestuário: segundo o IEMI – Inteligência de Mercado, o setor faturou R$ 294,8 bilhões em 2024, alta de 5,8%, com projeção de chegar a R$ 314,9 bilhões em 2025. Já o nicho de roupas profissionais, mais restrito e menos monitorado, faturou R$ 7,8 bilhões em 2023, dado mais recente do instituto para o segmento, crescimento puxado pela busca das empresas por mais tecnologia, personalização e sustentabilidade nos uniformes.

Estrutura já pronta para escalar

O grupo mantém um parque fabril moderno e flexível, capaz de absorver novas demandas aproveitando capacidade ociosa das operações já existentes, o que permitiu lançar a Malwee Pro com agilidade, mesmo sendo uma companhia de grande porte.

Os números do grupo dimensionam essa estrutura: 58 anos de história, 38 milhões de peças produzidas por ano e mais de 18 mil clientes atendidos anualmente, com malha e moletom como principais frentes de especialização. A capilaridade logística permite entregas em todos os municípios do país, um diferencial para contratos corporativos de grande volume e abrangência nacional.

A agenda ESG completa o diferencial: a Malwee utiliza energia elétrica 100% renovável e confecciona 86% do portfólio com matérias-primas ou processos industriais sustentáveis, atributos que, segundo o grupo, ajudam clientes corporativos a alinhar suas vestimentas profissionais às próprias práticas de ESG.

Um mercado bilionário e ainda fragmentado

Para o Grupo Malwee, o mercado de uniformes profissionais é um segmento de alto potencial e ainda pouco explorado por players com escala industrial verticalizada. A estratégia da Malwee Pro se apoia em três frentes: usar o know-how industrial e a força logística do grupo para elevar o padrão do segmento de uniformização no país; consolidar a marca como referência em soluções corporativas para grandes empresas, com foco em durabilidade, conforto e sustentabilidade; e buscar uma curva de crescimento acelerada nos primeiros anos, impulsionada por contratos de grande volume com o setor corporativo.

O foco inicial de prospecção está em grandes corporações dos setores de serviços, varejo, indústria e logística.

“Mais do que uma nova linha de produtos, a meta é transformar e fortalecer o mercado profissional, levando inovação e credibilidade para a vestimenta corporativa”, finaliza Gabriela Rizzo, CEO do Grupo Malwee.

Sobre o Grupo Malwee: Fundado em 1968, o Grupo Malwee é uma das principais empresas de moda do Brasil. Proprietário das marcas Malwee, Malwee Kids, Enfim e Carinhoso, o grupo se destaca pelo pioneirismo em sustentabilidade e pela adoção de tecnologias e processos inovadores que vão do uso de matérias-primas de menor impacto ambiental à preservação de 4,2 milhões de metros quadrados de áreas verdes em Santa Catarina. Reconhecido por sua atuação ética e transparente, figura entre as empresas avaliadas pelo Índice de Transparência da Moda (ITM). O Grupo Malwee possui três unidades, mais de 3 mil colaboradores e está presente em mais de 20 mil pontos de venda em todo o Brasil.

da redação  com informações da Buzzing

ARTIGO - O Brasil que ainda produz tem endereço em Santa Catarina

worldfashion • 14/07/26, 09:59

Por Edson Augusto Schlogl*

Os números confirmam o que se sente no chão de fábrica. Em Santa Catarina, a indústria emprega 934,3 mil pessoas, o equivalente a mais de um terço de todos os trabalhadores do estado, segundo o Relatório Anual de 2025 da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). A indústria de transformação responde sozinha por cerca de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, enquanto a média nacional fica em torno de 10%. São quase um milhão de catarinenses que vivem direta e diariamente da atividade industrial, sustentando famílias e movimentando cidades inteiras que cresceram à sombra das fábricas.

Dentro desse cenário, o setor têxtil ocupa um lugar de honra. Ele é o maior empregador industrial do estado e coloca Santa Catarina como líder nacional na produção de vestuário, respondendo por mais de um quarto de tudo o que o Brasil produz nesse segmento, de acordo com levantamentos da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Cidades como Indaial, onde a Incofios tem sua sede, fazem parte de um polo têxtil que é referência para o país inteiro, um ecossistema construído ao longo de décadas com trabalho, conhecimento técnico e muita persistência.

É nesse contexto que enxergo o papel da Incofios e de tantas outras empresas que escolheram continuar produzindo aqui. Quando decidimos manter a produção de fios cem por cento algodão em solo catarinense, não estamos apenas tomando uma decisão econômica. Estamos afirmando uma posição: a de que o Brasil é capaz de produzir com qualidade, com tecnologia e com responsabilidade. Cada fio que sai de nossas unidades carrega não só o algodão, mas o trabalho de pessoas que acreditam no que fazem e o orgulho de pertencer a uma cadeia produtiva genuinamente nacional.

Não ignoro os desafios. Produzir no Brasil exige enfrentar uma carga tributária pesada, um custo logístico elevado e a forte concorrência de produtos importados, muitas vezes vendidos a preços com os quais a indústria nacional não consegue competir em condições justas. Manter as máquinas funcionando, nesse ambiente, é um ato diário de resiliência. Mas é justamente por isso que vale a pena falar com orgulho de quem permanece, investe e gera empregos em vez de simplesmente terceirizar tudo lá fora.

Acredito que reconhecer e valorizar o Brasil que ainda produz é mais do que um discurso, é uma escolha estratégica para o futuro do país. Uma nação que abre mão de sua indústria abre mão também de sua autonomia, de seus empregos qualificados e de sua capacidade de inovar. Santa Catarina mostra, todos os dias, que existe um caminho diferente. E enquanto houver fábricas acesas, pessoas dispostas a trabalhar e empresas dispostas a investir, esse Brasil que produz seguirá vivo, forte e com muito a oferecer. Na Incofios, temos orgulho de fazer parte dessa história e de ajudar a escrever os próximos capítulos dela.

*Edson Augusto Schlogl é diretor da Incofios desde 2023. Com mais de 15 anos de experiência na área administrativa, industrial e comercial.

34ª EDIÇÃO SALÃO INSPIRAMAIS

worldfashion • 10/07/26, 17:01

Na abertura do evento, o presidente da  ASSINTECAL  - Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, José Cláudio Blos, que assumiu o cargo recentemente, destacou a força do salão como propulsor da criatividade brasileira e de negócios e completou: “Tenho certeza, pelo que vejo aqui, pelos materiais e pela união do nosso segmento, de que teremos dias melhores para a nossa atividade”

“Aqui, ao longo desses dois dias de evento, lançaremos mais de mil materiais inovadores e sustentáveis para as indústrias de calçados, vestuário, bijuterias, móveis, tapeçaria automotiva e até mesmo para o mercado pet. Aliás, nos anos mais recentes, o INSPIRAMAIS vem acentuando ainda mais a sua transversalidade, mostrando que os materiais desenvolvidos pela nossa indústria servem aos mais variados segmentos da indústria brasileira” disse Silvana Dilly superintendente da ASSINTECAL.

No seu discurso, a gerente Viviane Lark da Indústria e Serviços da APEX BRASIL - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ressaltou a importância da cadeia produtiva da moda para as exportações brasileiras, frisando o apoio que a agência dá ao salão e também ao setor de uma maneira geral, por meio do Brazilian Materials, programa realizado em parceria com a Assintecal que tem como foco a internacionalização das empresas do segmento.

Também falaram na abertura, o presidente Rafael Cervone do CIESP - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo e presidente emérito da ABIT - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, e o gerente da Regional Sinos, Caí e Paranhana, Maico Fabiano Fernandes.

O salão contou com a presença de 22 grupos de importadores oriundos da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Turquia no salão. “Esses grupos produzem, anualmente, mais de 20 milhões de pares de  calçados, o que demonstra o poder de compra desses players”, disse Silvana.

O espaço PREVIEW DO COURO, mostrou as novidades de 17 curtumes brasileiros, e 13 palestras programadas para os dois dias de evento e mais de 60 peles duráveis e sustentáveis, que o presidente-executivo José Fernando Bello, do CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil enfatizou e ressaltou a importância do salão INSPIRAMAIS no “coração dos negócios” no Brasil.

No espaço HUB CONEXÃO CRIATIVA, técnicas e produtos com DNA genuinamente brasileiro, contou com 33 empreendimentos de micro e pequeno portes.

O coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design do salão, Walter Rodrigues, destacou o evento como grande impulsionador de negócios através da moda e da criatividade. “Aqui, estamos apresentando os produtos com o tema ESSÊNCIA que ressignificam a ideia de luxo, apontam a relevância do retorno à essência do que cada marca expositora faz de melhor”, destacou.

Na palestra do PREVIEW 2028_I Walter Rodrigues e Marnei Carminatti apresentaram alguns dados da pesquisas que já estão realizando com as questões sobre: “como será o comportamento do consumidor ?

o sujeito contemporâneo?

E elegeram o tema como CAMUFLAGEM - identidade em trânsito, mencionam  Alejandro Jodorowsky “não somos estamos sendo” ou Es Devlin “sou o outro do outro”, e vários desfiles recentes que ilustram estas reflexões:  Vestir-se é cartografar-se? Marcar identidade ou território ? Memória ?

O salão INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal - Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos e do CICB - Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil, em parceria com a Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e Abimóvel - Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário. A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional.

O apoio institucional é da Abvtex - Associação Brasileira do Varejo Têxtil.

da redação

Artigo - A nova vantagem competitiva da indústria está na capacitação

worldfashion • 06/07/26, 11:44

Por Paula Cristina Dani*

Observando a velocidade e esse movimento de perto, tenho a impressão de que a discussão sobre inovação ainda se concentra excessivamente nas tecnologias em si. E talvez o verdadeiro desafio esteja em outro lugar: na capacidade de transformar toda essa inovação em resultado prático dentro das empresas. Afinal, nenhuma tecnologia gera impacto sozinha. É preciso que existam profissionais preparados para compreendê-la, aplicá-la e extrair dela o máximo valor.

Essa realidade fica evidente quando olhamos para o mercado brasileiro. Segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o país precisará qualificar cerca de 14 milhões de profissionais industriais até 2027, sendo a maior parte voltada à requalificação de trabalhadores que já estão em atividade. Ao mesmo tempo, dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a falta de mão de obra qualificada já é apontada como um problema por 23,1% dos empresários.

Os números ajudam a entender uma questão cada vez mais presente na indústria: não basta ter acesso à tecnologia. É preciso garantir que ela seja utilizada da forma correta. E isso exige atualização constante dos profissionais, especialmente em um cenário em que as transformações acontecem em ritmo acelerado.

O desafio, aliás, não é exclusivo do Brasil. Estudo recente da Deloitte aponta que a competição por profissionais qualificados continua sendo uma das principais preocupações da indústria global, justamente em um momento em que empresas ampliam investimentos em automação, digitalização e tecnologias avançadas.

Diante desse contexto, tenho observado um movimento interessante. À medida que as tecnologias se tornam mais sofisticadas, fabricantes e distribuidores passam a assumir também um papel cada vez mais relevante na formação técnica do mercado.

A lógica é simples: não adianta disponibilizar equipamentos mais avançados se os profissionais não conseguem explorar todo o seu potencial.

E essa cenário tende a se acentuar. Diferentemente de outras revoluções industriais, em que novas tecnologias levavam anos para se consolidar no mercado, hoje os ciclos de inovação são cada vez mais curtos. Equipamentos, softwares, sistemas de automação e ferramentas conectadas evoluem continuamente, exigindo atualização permanente de quem está na operação. O Fórum Econômico Mundial de 2023 já previa isso, estimando que 44% das competências dos trabalhadores precisariam ser atualizadas até 2028 em função das transformações tecnológicas em curso.

Por isso, a capacitação passou a fazer parte da própria estratégia de desenvolvimento das empresas, se tornando tão importante quanto a inovação que está sendo colocada no mercado.

Quem entender isso ganhará, certamente, uma grande competitivade no mercado moderno.

*Paula Cristina Dani - CEO da Milwaukee Brasil

Sobre: A Milwaukee é a marca líder mundial no desenvolvimento de ferramentas profissionais de alta performance, a Milwaukee Brasil entrega ao mercado um ecossistema de tecnologias proprietárias que redefinem os padrões de performance, durabilidade e inteligência no ambiente profissional. Com mais de 900 patentes globais, a marca lidera a evolução das ferramentas para aplicações exigentes.

34ª edição do INSPIRAMAIS

worldfashion • 22/06/26, 16:20

Os visitantes do INSPIRAMAIS terão uma experiência inédita nesta edição do salão.

“Encontramos uma solução para o visitante que está preocupado de perder alguns jogos da Copa por ir no INSPIRAMAIS. Durante os dois dias, teremos transmissões ao vivo, criando um espaço de conexão, networking e interação”, conta a gestora de Marketing da Assintecal, Aline Santos.

DIA 07/07

1- PALESTRA ás 11:15 hrs. o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Walter Rodrigues, que falará sobre os movimentos que irão influenciar o consumo, o design e o desenvolvimento de produtos para as próximas temporadas, destacando os direcionamentos da Pesquisa Essência, que deu origem aos materiais lançados no salão. “Como de costume, falaremos sobre as etapas da pesquisa, conectando comportamento, inovação, materiais, estética e mercado em um visão estratégica para a indústria da moda”, adianta. Segundo Rodrigues, um dos principais pontos da pesquisa Essência é o conceito do “luxo”, que passa a ser questionado nos seus pilares de raridade, herança histórica e autoridade cultural. “Vivendo uma verdadeira guerra de preços, as marcas precisam se reposicionar e criar diferenciais, trazendo para o luxo mais do que o seu viés estético”, adianta. Durante a apresentação, o estilista falará das inspirações e dos materiais que estarão em alta para as próximas coleções de calçados, vestuário, bijuterias e moda em geral.


- A COPA - das 13hrs. às 15 hrs. no telão da Arena de Palestras, será transmitido o jogo das oitavas de final da Copa do Mundo.


2- PALESTRA  às 15h45 - Deivis Gonçalves, gerente de Produto e Marketing da Delta Plus, falará sobre a marca Búzios, que está redefinindo os calçados de segurança por meio da combinação de tecnologia, design, ergonomia e materiais de alta performance, trazendo uma nova visão para os EPIs.

3- PALESTRA  às 16h30 -  Raquel Becker, a gerente Comercial da Kisafix, falará sobre três tendências tecnológicas para o avanço das práticas ESG nas indústrias calçadistas. A Killing S/A, proprietária da marca de adesivos, é uma das certificadas pelo Origem Sustentável, único programa de certificação ESG voltado exclusivamente para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo.

- A COPA - das 17h às 19h, no telão da Arena de Palestras, será transmitido mais um jogo das oitavas de final da Copa do Mundo.


Dia 08/07


1 - PALESTRA  às 11h15, o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Walter Rodrigues, que falará sobre os movimentos que irão influenciar o consumo, o design e o desenvolvimento de produtos para as próximas temporadas, destacando os direcionamentos da Pesquisa Essência, que deu origem aos materiais lançados no salão, repetindo a apresentação do primeiro dia do evento sobre a pesquisa Essência.

2 - PALESTRA  às 13h30, Mariza  Dias, diretora Criativa da Mariza Dias;  Júlia da Silva Melo, empresária da marca YZZA Melo; e Giovani Gontijo, proprietário da Tryd; falarão sobre casos de sucesso de e-commerce que transformam presença digital, marca e relacionamento em vendas e crescimento. O questionamento principal do painel será: como marcas estão construindo relevância no ambiente digital e convertendo conexão com o consumidor em resultados concretos?


3 - PALESTRA - às 14h15, um dos momentos mais aguardados do INSPIRAMAIS: a apresentação do PREVIEW da pesquisa que será materializada na 35ª edição do salão, em janeiro de 2027. Sob o título CAMUFLAGEM, ela conecta comportamento, inovação, estética e mercado através da metodologia do Núcleo de Pesquisa e Design do INSPIRAMAIS, em parceria com o Projeto Preview do Couro. Além de Rodrigues, participa da palestra o coordenador do Preview do Couro, Marnei Carminatti.

4 - PAINEL - às 15h15, Andrezza Cruz, Head de Gente e Sustentabilidade da FARM Rio; Danielle Ribeiro Giannini, líder de Sustentabilidade do Grupo Shoulder; e Elisa Lima, CFO da Veste S.A, proprietário das marcas Le Lis, Dudalina, John John, BO.BÔ e Individual. Mediado por Carol Hasegawa, head ESG da REVER Consulting, o painel abordará o caminho “da fibra à arara”, destacando a sustentabilidade como valor de negócio no varejo de moda. Em um setor em que a sustentabilidade precisa estar cada vez mais conectada à estratégia do negócio, o painel propõe uma conversa prática sobre como escolhas de matéria-prima, desenvolvimento de produto, cadeia de fornecimento, escala e comunicação podem gerar valor no varejo de moda.


5 - PALESTRA - às 16h15, Flávia Vanelli, consultora do Núcleo de Pesquisa e Design da Assintecal, falará sobre o Hub Conexão Criativa, um espaço coordenado por ela que tem o objetivo de contribuir com o reconhecimento e valorização da moda e design brasileiros, além de promover a diversidade e a riqueza do artesanato verde-amarelo, impulsionando também a inclusão no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis.


“Mão na massa”: salão terá oficinas

A prática não poderia ficar de fora da programação de conteúdos do INSPIRAMAIS. Por isso, o evento contará com quatro oficinas dentro do Projeto Preview do Couro.

A primeira oficina acontece no dia 7, às 11h, e será ministrada por Carminatti e por representante da Corium Química a ser definido. Na oportunidade, serão detalhados o nascimento das cores e dos acabamentos, em um evento prático para a criação de pigmentos e acabamentos para couros inovadores.

A segunda oficina às 14h é a vez de Luis Estevão Bocchi, da Arte da Pele, que falará sobre “a química que revela o couro”, destacando formas de desenvolvimento de composição de cores, com anilinas, pigmentos e acabamentos sobre peles de pirarucu.

No dia 8, às 11 hrs. Carminatti e representante da Corium Química a ser definido, repetem a oficina sobre a química que revela o couro.

E a última oficina acontece às 14hrs, com Emmanuelle Tonani,  consultora do Núcleo de Pesquisa e Design da Assintecal, que falará sobre a aplicação de ferramentas de Inteligência Artificial na criação de texturas para couros inovadores e diferenciados.

Para as oficinas, os visitantes precisam realizar inscrições gratuitas no site www.inspiramais.com.br.

As vagas são limitadas.

Sobre o INSPIRAMAIS

O INSPIRAMAIS é uma uma realização da Assintecal e do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira das Indústrias de Mobiliário (Abimóvel). A realização é do Brazilian Materials e a parceria do Sebrae Nacional. O apoio institucional é da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex).

da redação

ASSINTECAL

worldfashion • 15/06/26, 15:23

Na reunião realizada na Assintecal, do Grupo de Exportação, foi destacado a complexidade do mercado internacional, mas também as oportunidades que podem ser desencadeadas a partir do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em vigor desde maio, Walter Rodrigues o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Design, ressaltou o fato de que Portugal desponta como o maior fornecedor europeu de calçados para grandes marcas no Velho Continente, frisou: “Esses fabricantes estão produzindo para marcas com forte apelo ligado à sustentabilidade”.

Já a Espanha tem sido destaque na área de sustentabilidade, com cada vez um número maior de marcas substituindo a estratégia focada no fast fashion por produtos de moda com maior durabilidade e menor impacto ambiental. “Logo, a Zara e a H&M, que estão mudando essa lógica, passarão a produzir no Brasil. E precisamos estar preparados para essas exigências”, comentou. Segundo eleessas gigantes do varejo espanhol estão apostando em collabs, produtos premium, storytelling e sustentabilidade visando se afastar do fast fashion chinês”, concluiu.

INSCRIÇÕES ABERTAS

A Missão para Portugal e Espanha será realizada por meio do Brazilian Materials, programa de apoio às exportações do setor mantido pela Assintecal em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Na agenda em Portugal, estão previstas reuniões na APPICCAS (Associação dos Calçadistas Portugueses), visitas ao Centro Tecnológico do Calçado de Portugal e em centros de moda com foco a entender o posicionamento de produtos, materiais e marketing. Na Espanha, estão previstas visitas na feira Futurmoda e no Grupo Inditex (Zara).

As inscrições para participar da missão, estão abertas pelo e-mail relacionamento@assintecal.org.br.

Sobre o Brazilian Materials

Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 300 empresas, do projeto Brazilian Materials, realizado pela Assintecal, ApexBrasil e Abrameq, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas para cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: relacionamento@assintecal.org.br.

Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

da redação com informações da DRC - Assessoria de Imprensa

ASSOCIAÇÃO - ASSINTECAL

worldfashion • 12/06/26, 15:14

Fundada em 8 de junho de 1983, a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) está sediada em Novo Hamburgo/RS, no Vale do Sinos, região que concentra o maior número de indústrias de calçados do Brasil, a entidade é a porta-voz oficial de um segmento que conta com mais de 3 mil empresas e emprega, diretamente, mais de 80 mil pessoas em todo o Brasil.

A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, destaca que, ao longo das mais de quatro décadas de atuação, foram inúmeros os desafios. “Tivemos momentos difíceis, como nos anos 90, com a equiparação do dólar e o real, depois com a entrada da China com força no mercado internacional nos anos 2000. Porém, foram esses momentos que tornaram a indústria a potência que é hoje. Afinal, como diz o ditado, mares tranquilos não fazem bons marinheiros”, ressalta.

Sustentabilidade

Em sinergia com o aumento da demanda por materiais sustentáveis no mercado nacional e, principalmente, internacional, a Assintecal se juntou à Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) para lançar, em 2013, o Origem Sustentável. O programa é, até hoje, a única certificação de práticas ESG voltada para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo.

Com mais de 250 empresas de componentes associadas, a Assintecal tem atuação nacional, embora mantenha seu escritório em Novo Hamburgo/RS desde a sua fundação. A entidade está aberta para novas associações. Saiba mais no site www.assintecal.org.br.

da redação com informações da  DCR - Assessoria de Imprensa

SUSTENTABILIDADE

worldfashion • 11/06/26, 14:48

Uma pesquisa da BASF sobre hábitos de lavagem na América Latina, realizada em 2025, indica que os consumidores gostariam que suas marcas preferidas de sabão para roupas, melhorassem a remoção de manchas e fossem mais amigáveis ao meio ambiente, aumentando a eficiência em água fria.

Paralelamente, o mercado de cuidado para o lar está se movendo rapidamente nessa direção. Por um lado, já existem máquinas de lavar que permitem lavar em água fria e com programas de ciclos curtos, reduzindo o consumo de água e energia, e tornando as lavagens mais eficientes. Por outro, as marcas de sabões para roupas oferecem cada vez mais produtos específicos para ciclos curtos e com maior efetividade em baixas temperaturas, sem comprometer a eficácia contra manchas e o cuidado com os tecidos.

“Do ponto de vista técnico, o comportamento dos tecidos ao longo dos ciclos de lavagem tem um impacto relevante na sua vida útil. Formulações com enzimas adequadas permitem remover a sujeira de forma eficaz sem agredir as fibras, reduzindo o desgaste e contribuindo para a manutenção da integridade do tecido ao longo do tempo”, explica Gabriela Uchona - Representante de Suporte Técnico de Home Care da BASF.

Por isso, um dos aspectos-chave nesse desafio é o cuidado das roupas durante o uso diário para evitar o desgaste prematuro e prolongar sua vida útil. Uma das formas de conservar a cor e a aparência das roupas por mais tempo é usar sabão com enzimas, que atuam sobre as microfibras danificadas pelo uso e pelas lavagens frequentes. Esses componentes ajudam a manter melhor as peças e a prolongar sua vida útil, removendo manchas de diversos tipos e reduzindo a formação de pilling — ou “bolinhas” — e o desgaste visível do tecido, entre outros benefícios.

Aliadas perfeitas: AS ENZIMAS

Uma enzima é uma proteína que acelera reações químicas em organismos vivos e, por natureza, é biodegradável. Como tal, pode alterar reações químicas sem se alterar, o que a torna reutilizável: uma enzima pode catalisar reações repetidamente. As enzimas também são extremamente úteis em detergentes e sabões, onde podem decompor as moléculas orgânicas da sujeira que causam manchas difíceis nos tecidos, removendo as de forma rápida e eficaz.

Existem várias categorias de enzimas, cada uma com sua especialidade, por exemplo: proteases, que removem manchas de origem proteica (sangue, suor, ovo, etc.); lipases, que degradam manchas de gordura e óleo (óleo de cozinha, cosméticos, etc.); amilases, que atacam resíduos de amido (molhos, batatas, entre outros); mananases, que removem manchas de gomas e espessantes; e cellulases, ideais para combater o pilling que se forma em tecidos de algodão.

Na indústria de cuidado para o lar, os fabricantes de sabões para roupas estão incorporando tecnologia enzimática em suas formulações para melhorar o poder de limpeza dos detergentes contra manchas e tornar o produto ainda mais eficaz contra sujeiras difíceis. Além disso, a incorporação de enzimas promove sustentabilidade e biodegradabilidade, garantindo alto desempenho mesmo em temperaturas de lavagem mais baixas.

“As enzimas são componentes-chave nas formulações modernas dos sabões para roupas, pois atuam de maneira específica sobre diferentes tipos de manchas. A combinação correta de enzimas — como proteases, lipases, amilases e cellulases — permite otimizar o desempenho da lavagem em diferentes condições, especialmente em baixas temperaturas e ciclos curtos, sem comprometer a eficiência”, comenta a especialista.

Nesse contexto, nos dias 17 e 18 de junho ocorrerá a conferência Cleaning Products Latin America, em Buenos Aires, o evento mais importante da indústria de cuidado para o lar na América Latina. Ali estará presente toda a cadeia de suprimento do setor, desde fabricantes de produtos químicos e de produtos de limpeza até segmentos como máquinas e tecnologia industrial, consultorias, associações, embalagens e sustentabilidade.

A BASF, como empresa química líder no segmento de cuidado para o lar, estará presente no Cleaning Products Latin America com seu portfólio Lavergy® de enzimas sustentáveis e de alto desempenho para formulação de sabões para roupas. Dessa linha, destacam se os últimos lançamentos como Lavergy® A Star 200 L, uma amilase que remove manchas de amido e proporciona limpeza profunda mesmo em baixas temperaturas, tanto em ciclos rápidos quanto delicados; e Lavergy® C Care, uma cellulase que atua nas fibras soltas do tecido para reduzir fiapos e formação de bolinhas (pilling), manter a aparência do tecido e preservar a intensidade da cor lavagem após lavagem.

O portfólio Lavergy® da BASF é complementado por uma ampla gama de soluções enzimáticas, como Lavergy® L Pace, uma lipase que ajuda a remover manchas de óleo e gordura mesmo em lavagens com água fria; Lavergy® M Ace, uma mananase que rende melhor com ciclos de lavagem rápidos e em água fria, permitindo economia de tempo e redução de custos energéticos; Lavergy® C Bright, uma cellulase que, em combinação com outros ingredientes, previne o amarelamento de tecidos de diversos materiais, sejam brancos ou coloridos, de algodão ou fibras sintéticas; e Lavergy® Pro, uma protease que melhora a remoção de manchas difíceis por sua compatibilidade com enzimas secundárias, oferecendo desempenho superior na lavagem e facilitando formulações flexíveis.

“O portfólio Lavergy® foi desenvolvido pela BASF para oferecer flexibilidade na formulação e alto desempenho em diferentes condições de lavagem. Cada enzima atende a uma função específica, permitindo que os fabricantes ajustem suas formulações para alcançar maior eficiência na remoção de manchas, cuidado com os tecidos e desempenho em água fria, alinhando performance técnica com requisitos de sustentabilidade”, conclui Uchona.

Sobre a divisão Care Chemicals da BASF

A divisão Care Chemicals da BASF oferece uma ampla gama de ingredientes para cuidados pessoais, cuidados domésticos, limpeza industrial e institucional e aplicações técnicas. Somos um fornecedor global líder para a indústria de cosméticos, bem como para a indústria de detergentes e produtos de limpeza, e oferecemos aos nossos clientes produtos, soluções e conceitos inovadores e sustentáveis. O portfólio de produtos de alto desempenho da divisão inclui surfactantes, emulsificantes, polímeros, emolientes, agentes quelantes, ingredientes ativos cosméticos e filtros UV. Temos sites de produção e desenvolvimento em todas as regiões, e estamos expandindo nossa presença em mercados emergentes. Para mais informações, acesse www.care-chemicals.basf.com.

Sobre a BASF

Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: queremos ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 108.000 colaboradores e colaboradoras do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos de Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de €60 bilhões em 2025. As ações da companhia são negociadas na bolsa de valores de Frankfurt (BAS) e como American Depositary Receipts (BASFY) nos Estados Unidos.

da redação com informações da assessoria de imprensa Weber Shandwick

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

worldfashion • 05/06/26, 16:06

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) reforça seu compromisso com a construção de uma economia mais sustentável e defende o avanço da moda circular como instrumento para reduzir resíduos, estimular a inovação e fortalecer a competitividade da indústria nacional.

A entidade apoia a ampliação de políticas públicas, incentivos à reciclagem têxtil, educação ambiental e parcerias entre indústria, varejo, governo e sociedade. O consumidor exerce papel central ao optar por produtos de mais qualidade e durabilidade, prolongar o uso das peças, realizar reparos, doar ou revender roupas que não utiliza mais.

O objetivo é acelerar a transição para um modelo em que roupas, tecidos e matérias-primas permaneçam em uso pelo maior tempo possível, gerando valor econômico, social e ambiental.

Impulsionada pela necessidade de enfrentar os desafios climáticos e otimizar o uso dos recursos naturais, a economia circular vem se consolidando como uma agenda estratégica para empresas e países que buscam combinar sustentabilidade, produtividade e inovação.

No setor têxtil e de confecção, essa transformação exige uma visão sistêmica. Ela envolve desde o desenvolvimento de novos materiais e produtos mais duráveis, reparáveis e recicláveis até a evolução dos processos produtivos, da logística reversa e dos modelos de negócio, além de estimular mudanças nos padrões de consumo e descarte.

“O avanço da circularidade depende da articulação entre indústria, poder público, centros de pesquisa, investidores e sociedade. Não estamos falando apenas de resíduos, mas de inovação, transformação produtiva e geração de valor ao longo de toda a cadeia”, afirma Fernando Pimentel, diretor-superintendente da ABIT.

A indústria têxtil e de confecção brasileira já vem incorporando soluções circulares em diferentes etapas de sua cadeia produtiva, especialmente por meio do reaproveitamento de resíduos industriais gerados na fiação, tecelagem e confecção. Quando adequadamente segregados, esses materiais podem retornar ao processo produtivo ou ser destinados a novas aplicações industriais.

Apesar dos avanços, a ampliação da reciclagem têxtil ainda enfrenta desafios importantes, sobretudo no pós-consumo. Questões relacionadas à coleta, triagem, logística, custos operacionais e diversidade de materiais exigem soluções técnicas e econômicas capazes de viabilizar modelos de escala.

Para contribuir com esse processo, a ABIT e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) iniciaram um estudo nacional para mapear os resíduos têxteis industriais e pós-consumo, identificar gargalos e oportunidades e apoiar a construção de políticas públicas e instrumentos capazes de acelerar a circularidade no setor.

Nos últimos anos, o Brasil também avançou na construção de um ambiente institucional favorável à economia circular, com a criação da Estratégia Nacional de Economia Circular e o desenvolvimento do Plano Nacional de Economia Circular. Para a ABIT, esses instrumentos serão fundamentais para impulsionar novos investimentos, tecnologias e modelos produtivos.

A entidade destaca, entretanto, que a transição para uma economia mais circular exigirá também condições econômicas adequadas, incluindo incentivos à utilização de matérias-primas recicladas, estímulo à inovação, ampliação do acesso ao crédito e modernização tecnológica.

“A circularidade deve ser tratada como uma agenda estratégica de desenvolvimento industrial, inovação e competitividade. Sustentabilidade ambiental e sustentabilidade econômica precisam caminhar juntas para que possamos ampliar a escala das soluções e acelerar a transformação que o País necessita”, conclui Pimentel.

SUGESTÃO DE PERSONAGEM

Uma iniciativa original dedicada à circulação de tecido de reuso, o BANCO DE TECIDO soluciona a sobra de produção de tecelagens, confecções e ateliês, recolocando este material no mercado através de um sistema misto de troca e venda. Um banco que promove benefícios sociais, ambientais e econômicos. Um banco onde a moeda é o tecido.

BANCO DE TECIDO - Link: https://bit.ly/4o8keHE

da redação com informações da: Ricardo Viveiros & Associados Oficina de Comunicação