World Fashion edição 160
20 160 D O S S I Ê ESTUDO ANALISA VAREJO DEMODA ÍNTIMA O IEMI Inteligência de Merca- do realizou um estudo de- talhado sobre o Compor- tamento de Compra das Consumidoras deModa Íntima. Nes- te novo levantamento realizado em fevereiro de 2018, o IEMI detectou várias mudanças e insights nos há- bitos das consumidoras, especial- mente o fato de que a internet ga- nhou peso na decisão de compra, enquanto as vendas junto às reven- dedoras perderam representativi- dade em relação à pesquisa ante- rior, aplicada em dezembro de 2015. O estudo contou com a participa- ção de 1.253 consumidoras de pro- dutos de moda íntima, pertencen- te a todas as classes sociais, com idade acima de 18 anos e residen- tes em diversas cidades do País. O gasto médio por compra teve acréscimo de 20%, saindo de R$ 106 para R$ 127 e a frequência de com- pra também, saindo de 5,2 para 5,5 compras por ano em média, mos- trando que a consumidora demoda íntima está superando os impactos da crise, exige qualidade e está dis- posta a pagar mais por isso. VALOR AGREGADO Marcelo Prado, diretor do IEMI, ex- plica que em períodos de crise, quando a produção é reduzida, as peças íntimas mais elaboradas e commaior valor agregado ganham participação no mercado e aca- bam elevando o preço médio do artigo na indústria e consequen- temente no varejo. “ Considerando toda a demanda que ficou repri- mida durante o ápice da crise, num momento de melhora da economia, o desempenho no varejo deve apre- sentar recuperação ”, argumenta. TICKET MÉDIO REGIONAL As consumidoras da região Su- deste apresentaram o maior ticket médio, com R$ 138,00 seguidas pe- las mulheres das regiões Norte e Centro-Oeste (R$ 128,00). No estu- do anterior, as primeiras posições eram ocupadas pelas mulheres da região Norte e Centro-Oeste (R$ 119,00) e região Sul (R$ 113,00). FREQUÊNCIA DE COMPRA De acordo com o estudo, 32% das consumidoras afirmaram que com- pram uma nova peça de moda ín- tima a cada 2 meses, 21% afirma- ram que adquirem a cada 3 meses. Somente 18% afirmaram que com- pram todo mês, sendo que a gran- de fatia desse público são as mais jovens, com idade entre 18 e 34 anos. As demais mulheres (29% do público) compram a cada quatro meses ou mais. Em relação à quan- tidade de peças compradas, houve um aumento da quantidade média, saltando de 3,5 para 3,9 artigos. INFLUENCIADORES E O PÚBLICO JOVEM O levantamento observou que 62% das consumidoras de moda íntima, dizem se informar sobre o tema, principalmente, as das classes A e B (74%). Entre os meios mais uti- lizados, os sites em geral apare- cem na liderança (41%), seguido por revistas (36%) e TV (27%). As re- des sociais compostas por gran- de número de influenciadores di- gitais, como Instagram e Youtube, têm maior apelo também junto aos consumidores mais jovens, com 34% de preferência na faixa entre 18 e 24 anos e 31% entre as mulhe- res de 25 a 34 anos. Já as consu- midoras mais maduras possuem menor engajamento, com somente 16% de preferência em média. CANAIS DE COMPRA Embora o canal de compra preferi- do das consumidoras ainda sejam as lojas físicas (72%), as compras pela internet apresentaram avan- ço de 4,4 pontos percentuais, pu- lando de 7,6% do estudo anterior para 12% de participação. Um canal que perdeu representatividade foi o das compras por meio das reven- dedoras/sacoleiras, que tiveram re- dução de 5 pontos percentuais nas vendas, saindo de 22% para 17% de participação no mesmo período. Entre as consumidoras que com- pram pela internet, 77% delas infor- maram a facilidade de compra e preços mais baixos como principal motivação pela escolha deste ca- nal. Já entre as mulheres que com- pram em lojas físicas, observamos que 44% costumam comprar em lojas localizadas em shopping cen- ters, 38% em lojas de rua e 19% em centros comerciais/galerias. ATRIBUTOS DA LOJA Entre as consumidoras que com- praram em lojas físicas, os atri- butos que mais levaram em con- ta em sua escolha, foram o “bom atendimento” e a “variedade dos produtos” (42% em média), segui- dos por “bons descontos/promo- ções” e “preços mais baixos” (29% em média). Já os principais moti- vos que as fazem rejeitar uma loja, é o “mau atendimento” e os “pre- ços serem acima da concorrência” (45% emmédia), seguidos pelo fato de a “loja não ter todos os tama- nhos” (23%) e “a vendedora ficar andando atrás de mim” (22%). MOTIVAÇÃO DE COMPRA E IMAGEMDO PRODUTO Em relação ao motivo da compra, a maioria (45%) informou substituir uma peça antiga. Já os motivos se- cundários sofrem disparidade de acordo com a faixa etária. Quando compram pela vontade de “se sen- tir bonita/bem vestida” e para “ter maior variedade de produtos”, as consumidoras mais jovens, em mé- dia, apresentam maior preferência (14%), enquantoasmulheresdemaior faixa etária, apresentaram média menor (10%). A tendência se repete em relação à imagem passada no momento da compra, onde produtos com imagens de “sexy/provocante” e “romântico” apresentaram maior apelo junto às consumidoras mais jovens (23% da preferência em mé- dia), contra 14% de participação en- tre a faixa etáriamais elevada. Já ar- tigos com os conceitos “confortável” e “básico” apresentaram maior pre- ferência pelas mulheres com maior faixa etária (14%). Fotos: Divulgação
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