World Fashion edição 160
19 160 L I N G E R I E SALÃOMODA BRASIL É PONTO DE ENCONTRO PARA LANÇAMENTO E NEGÓCIOS Grandesmarcasbrasileirasdosetor da lingerieeunderwear reúnem-sede 18a20 de junhoparaoSalãoModaBrasil 2018, maior SalãodeLingeriedaAméricaLatina, que terá lugar noSãoPauloExpo (SP) D epois de anos focando em designs suaves e planos, chegou o momento do grande retorno de efeitos texturizados, como apontam o Sa- lão Internacional da Lingerie, de Paris, e a In- terfilière. As texturas são refinadas e acabamentos per- feitos. Nesse jogo de leveza (no aspecto) e suavidade (no toque), prevalecem novos efeitos de cor, combinando os tons apastelados com a ampla gama de marrons. Os designers distanciam-se da rigidez de padrões clássi- cos da criação na lingerie e permitem-se novas experimen- tações, contando novas histórias dentro desse universo. Surgemnovaspropostasemtermosdepadronagem. Por exem- plo, os múltiplos efeitos de camuflagem, ou aindamesclas entre grafismos claros e precisos. O preto pode muito bem associar- -se a cores empoeiradas para efeitos diversos de estampas. A leveza é também o atributo que determina o shape das peças. O bralette , lindo, leve e rendado, sem forração nem enchimentos, valoriza a silhueta e ganha força nas coleções. O sutiã é “redesenhado” para maior realce das formas femi- ninas, por meio de recortes e costuras. Tudo isso faz parte de uma nova revolução na criação da lingerie. Se a forma é simplificada, o bordado surge como elemento que marca o ponto de inflexão na criação da lingerie. São tralho que causam impacto visual e valorizam as peças. CORES NA MAQUIAGEM, CORES NA LINGERIE... As redes sociais, principalmente aquelas voltadas para a difusão de imagens, como Instagram e Pinterest, são pla- taformas ideais para apontar o direcionamento das ga- mas de cores que chegam para o segundo semestre de 2018 e dão entrada em 2019. As paletas são notavelmente coloridas, bem humoradas, anunciando que o otimismo está no ar. São tonalidades que dominam o território da maquiagem – dos produtos em si e das suas embalagens – e vão lançando cores e brilho sobre os acessórios demoda e sobre a lingerie – itemdemoda inse- parável da mulher contemporânea e segura de si. Marcas do universo dos comésticos – muito novas ou nem tanto assim – sugerem paletas que vão das mais eletrizan- tes às que têm como fonte de inspiração serenas paisa- gens naturais. Na primeira extremidade está, por exemplo, marca californiana Sugarpills e seus produtos intensamen- te pigmentados. Adorada por legiões de fashionistas, a marca mais do que trendy polvilha a atmosfera da moda com tonalidades tão autorais quanto os nomes que elas le- vam: Buttercupcake (amarelo) ou Flamepoint (laranja), ou Holi Color , que é verdadeiramente uma festa de cores. Ou a referência pode vir dos cosméticos Zoeva, marca idea- lizada pela bela Zoe Boikou, nascida grega, mas criada na Alemanha desde que seus pais se mudaram para lá quan- do ela tinha dez anos. Inspirados pela natureza e suas folhas que vão do verde exuberante aos tons de violeta amarelo, laranja, vermelho e fascinante, os cosméticos Zoeva seguem uma paleta de cores que vão num crescendo, atendendo mulheres que seguem a moda sem extremismos. Assim,lingeriee make-up sãodoisuniversosqueseencontram e interagementre si nesse fragmento de tempo definido entre 2018/19. Há um jogo de contraste que vai do nude ao intenso e brilhante bloco de cores, sugerido por marcas como Dora Larsen, Código Undress. O efeito fumé ganha especial impor- tância emmarcas como: Corporelle, Vanity Fair, Cadolle, Pre- mier Artisan de Beauté, Kent, Skiny, Hanro. Há certo distan- ciamento da lingerie em relação ao binômio clássico do preto branco, bem como da cor de pele ou cinza, para tornar-se mais viva e mais colorida, à base do lilás, violeta, do verde pe- tróleo, dos cremosos, do vermelho rubi e do ameixa arroxea- do, como nas coleções da Cosabella, DNUD, Empreinte, Lis- ca, Huit, Opaak, Velvet Sock’s, Wacoal, Chantelle. Há espaço também para cores neo-cosméticas, como o blush terracota, o nude e o marfim, em coleções com da Lou, Clara, Nubian Skin, além dos tons pastel da Epure, Aubade e Hanky Panty. TOQUE AVELUDADO NAS COLEÇÕES A malha com brilho, cores diversas e de efeito aveludado, no- bre a glamourosa está em alta nas coleções internacionais tanto lingerie quanto no homewear . A leveza do tecido, asso- ciada ao toque suave e aspecto sofisticado, faz comque o ve- ludo esteja em artigos totalmente aveludados ou surja como bicomponente, fazendo associação com outros materiais igualmente nobres. Em todas as propostas, especial preocu- pação com formas, recortes, texturas, luzes, ou seja, todos os atributos que o veludo é capaz de oferecer. O Salão Moda Brasil, que se realiza com o patro- cínio de grandes players do segmento da lingerie, como Rodhia Amni, Berlan, Delfa e Rosset, e o apoio da ABIT, Apex- -Brasil e Sinditêxtil-SP, é o grande ponto de encontro para que lojis- tas e profissionais do setor conhe- çam os lançamentos da indústria para o segundo semestre, tradi- cionalmente mais forte em vendas. “ Serão três dias onde os protago- nistas dos estandes, da passare- la e dos fotógrafos serão asa del- ta, fio dental, sutiã espartilho, meia taça, com ou sem bojo! Apresen- taremos produtos com muita tec- nologia aplicada, design inovador, conforto aliado a sensualidade, ousadia nas estampas, lingeries para mulheres reais ”, afirma Ana Flôres, sócia da New Stage Even- tos, realizadora do SMB. A moda íntima retoma os níveis de produção e está em busca do maior nível de produção dos últimos qua- tro anos, agora em 2018. “ Nossos fa- bricantes estão estimulados a in- vestir com criatividade e inovação a moda íntima, para conquistar novos nichos de mercado. ”, observa Indhi- ra Pêra, sócia daNew Stage Eventos. EM CRESCIMENTO De fato, em2014 o IEMI – Inteligência de Mercado, especializado em es- tudos de mercado, já apontava um crescimento de 33% no mercado de moda íntima, enquanto outros se- tores registram crescimento de 2% a 3% ao ano. O IEMI destaca a pro- dução de dois milhões de toneladas de artigos de moda íntima por ano no Brasil, o que representa 2% de toda a produção mundial do setor. No cenário mundial, a lingerie movi- menta mais de US$ 30 bilhões por ano. “ No Brasil o setor de moda ínti- ma representa cerca de 4mil confec- ções espalhadas de Norte a Sul e já foi comprovado que 28% das mulhe- resbrasileirasgastamseusaláriocom lingeries novas ”, assinala Ana Flores. Segundo o IEMI, o principal grupo consumidor são as classes B e C, o que corresponde a 62% da popu- lação e 70% do consumo de ves- tuário. O que chama atenção é o crescimento de 55% na busca de produtos diferentes, jovens, despo- jados, sexys e românticos. Fotos: Divulgação
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